quarta-feira, 1 de julho de 2009

Como diria uma pessoa muito querida.......

A vida é uma metáfora de um filme, ou vice-versa, que é interrompida quando alcança seus momentos mais bonitos.
A interrupção é abrupta, como se fosse proibido continuar a viver. É proibido... Viver? Amar?
A trilha sonora é para descrever uma história de amor. De um amor proibido que demanda segredo. Mas se é amor, tenha a forma que for demanda exposição.
E as exibições tornam o amor uma banalidade. É fácil cair no banal.
Difícil é lidar com as limitações interiores. Não é nada fácil. Nada é fácil!
Daí é mais fácil lutar contra os obstáculos (preconceitos) impostos pelos outros. É diferente! E é essa diferença que justifica toda a vida ou todo o filme. Diferenças tão caras a histórias afins.
O roteiro nos torna mais simpáticos, e a vida nos torna mais bem resolvidos com nossos desejos e sentimentos.
A empatia surge no entendimento, mais que no conformismo. Mas como disse Clarice Lispector: “Viver ultrapassa qualquer entendimento”.
Quem tem a personagem mais difícil? Quem vive ou quem entende? Será mesmo a vida uma metáfora? Não sei. Mas aceitar os papéis é um ato de extrema coragem.
A vida não devia ser engajada. Não devia defender nada. Deve sim, se eximir de qualquer julgamento de valor.
A vida é triste, mas não seja melancólico. A realidade é dura, mas não é seca. O filme é clássico, elegante.
E você quer ser ou brincar de ser (ser ator/personagem)? Quer ter ou brincar de possuir (só fazer parte da ficção)? Quer aprender ou apenas dizer que sabe?

Arnaldo Jabor

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta
os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e
todo mundo é meu também´.
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos
descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos
consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e
reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso
comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como:
não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser
cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia
para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e
receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

".....poeta bom meu bem, é poeta morto....." Zeca Baleiro

Momento Vintage!!!!




Decoração do bar THE CLOCK

´"É mais fácil mimeografar o passado que imprimir o futuro."

Hoje, de repente, me deparei ouvindo esse trecho de uma música do Zeca Baleiro e parecia que era pra mim que ele cantava. Já tem alguns dias que fico pensando em algumas coisas da minha vida, como se essas coisas fossem pra sempre e que de alguma forma iriam repetir no futuro. É engraçado, como as vezes perdemos tempo tentando entender porque fizemos aquela coisa e esquecemos que o mais importante é fazer diferente.O tempo todo me deparo com coisas que tenho medo de que venham a se repetir, definitivamente não quero que isso volte.
Tenho visto a reprodução constante do passado em cada conversa. Hoje foi um dia desses. Depois de passar muito tempo sem encontrar um grande amiga, nos reencontramos e acreditem, o papo foi o mesmo, a mesma reclamação e as mesmas considerações. Agora pasmem, risos....tudo foi jogado pro alto e a ela resolveu mudar radicalmente de vida. Fiquei no fundo admirado com tanta coragem, talvez eu não conseguisse fazer o mesmo que ela.
O passado pra mim serve apenas pra dizer que somos, o futuro vai depender do que eu faça hoje, então acho que dos três, passado, presente e futuro...o presente é o que existe. O presente é o que eu tenho, o resto já se foi ou ainda virá, então só quero mesmo é fazer dele o melhor que possa.
E de repente eu possa imprimir um futuro com a imagem que eu criei.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O Rappa


Minha Alma


A minha alma tá armada
E apontada para a cara
Do sossego
Pois paz sem voz
Pois paz sem voz
Não é paz é medo

Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que eu não quero
Conservar
Para tentar ser feliz (x2)

As grades do condomínio
São para trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nessa prisão
Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia de domingo, domingo
Procurando novas drogas

De aluguel nesse vídeo
Coagido é pela paz
Que eu não quero
Seguir admitindo
É pela paz que eu não quero, seguir
É pela paz que eu não quero, seguir
É pela paz que eu não quero, seguir
Admitindo solo
O Rappa


Pescador de Ilusões



Se meus joelhos não doessem mais
Diante de um bom motivo
Que me traga fé, que me traga fé

Se por alguns segundos eu observar
E só observar
A isca e o anzol, a isca e o anzol
A isca e o anzol, a isca e o anzol
Ainda assim estarei pronto pra comemorar
Se eu me tornar menos faminto
E curioso, e curioso
O mar escuro, é, trará o medo lado a lado
Com os corais mais coloridos

Valeu a pena, ê ê
Valeu a pena, ê ê
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões (bis)

Se eu ousar catar
Na superfície de qualquer manhã
As palavras de um livro sem final
Sem final, sem final, sem final, final

Valeu a pena, ê ê
Valeu a pena, ê ê
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões (bis)

Se eu ousar catar
Na superfície de qualquer manhã
As palavras de um livro sem final
Sem final, sem final, sem final, final

Valeu a pena, ê ê
Valeu a pena, ê ê
Sou pescador de ilusões
Sou pescador de ilusões (bis)