A vida é uma metáfora de um filme, ou vice-versa, que é interrompida quando alcança seus momentos mais bonitos.
A interrupção é abrupta, como se fosse proibido continuar a viver. É proibido... Viver? Amar?
A trilha sonora é para descrever uma história de amor. De um amor proibido que demanda segredo. Mas se é amor, tenha a forma que for demanda exposição.
E as exibições tornam o amor uma banalidade. É fácil cair no banal.
Difícil é lidar com as limitações interiores. Não é nada fácil. Nada é fácil!
Daí é mais fácil lutar contra os obstáculos (preconceitos) impostos pelos outros. É diferente! E é essa diferença que justifica toda a vida ou todo o filme. Diferenças tão caras a histórias afins.
O roteiro nos torna mais simpáticos, e a vida nos torna mais bem resolvidos com nossos desejos e sentimentos.
A empatia surge no entendimento, mais que no conformismo. Mas como disse Clarice Lispector: “Viver ultrapassa qualquer entendimento”.
Quem tem a personagem mais difícil? Quem vive ou quem entende? Será mesmo a vida uma metáfora? Não sei. Mas aceitar os papéis é um ato de extrema coragem.
A vida não devia ser engajada. Não devia defender nada. Deve sim, se eximir de qualquer julgamento de valor.
A vida é triste, mas não seja melancólico. A realidade é dura, mas não é seca. O filme é clássico, elegante.
E você quer ser ou brincar de ser (ser ator/personagem)? Quer ter ou brincar de possuir (só fazer parte da ficção)? Quer aprender ou apenas dizer que sabe?
quarta-feira, 1 de julho de 2009
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