domingo, 31 de maio de 2009

Gente acabei de chegar do Tuca onde fui ver a peça Aldeotas, conforme as referências que coloquei abaixo.
Eu fiquei doido de ver o quanto o Gero é bom ator, ele além de ter um memória fantástica, tem uma performance no palco que deixa a gente abismado. O texto que é dele também é de um paradoxo impressionante, é ao mesmo tempo de uma simplicidade que emociona e encanta a uma complexidade ao falar da vida humana. A história e deliciosa, você é capaz de ficar sentado na cadeira sem se mexer atento ao texto.
Eles não fazem uso de muitos recursos, o que me chamou a atenção porque o tempo todo somos "obrigados" a nós atentarmos aos atores.
Que me desculpe o Caco Ciocler, mas o Gero deu um show.
O Caco faz muito bem o seu papel, mas o personagem dele fica muito aquém do esperado. Ser global nem sempre é critério de excelência, e isso todos nós sabemos.

Bem pessoal apesar de todos esses comentários, ainda continuo a dizer que vale a pena ver.
Sessão recomendada.


PS.: Só acho que não dá pra levar crianças....opinião minha.
Vapor Barato/flor Da Pele


Compositor(es): Jards Macalé - Waly Salomão / Zeca Baleiro

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general

Cheio de anéis
Vou descendo por todas as ruas
E vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a Deus
E não me importa, honey

Minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto
Mas eu quero esquecê-la, eu preciso
Oh, minha grande
Ah, minha pequena
Oh, minha grande obsessão

Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Honey baby, honey baby, ah


Ando tão a flor da pele
Que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão a flor da pele
Que teu olhar flor na janela me faz morrer
Ando tão a flor da pele
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão a flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final
Um barco sem porto
Sem rumo sem vela
Cavalo sem cela
Um bicho solto um cão sem dono um menino um bandido
Ás vezes me preservo
Noutras suicido
Medo da Chuva
Raul Seixas



É pena
Que você pense que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E não pude viver

Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar

E não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem
Aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei
Meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei
que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez


Eu perdi o meu medo
Meu medo, meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra
Traz coisas do ar
Aprendi o segredo
O segredo, o segredo da vida
Vendo as pedras que choram
sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que choram
Sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que sonham
Sozinhas no mesmo lugar

sexta-feira, 29 de maio de 2009



Esse cara é mais que demais - Romero Britto
Quem diz que uma conversa de MSN não pode nos trazer descobertas?

Estava a pouco conversando com uma amiga, que logo ao ler saberá que é ela, e acabei mostrando tanto de mim, que o que parece é que ela se espantou com tudo isso...e eu simplesmente disse a ela que muitas vezes as pessoas conhecem o que eu mostro e o que eu quero mostrar....

A tempos tenho pensado se vale realmente se mostrar por inteiro, ser você mesmo ou se vale a pena ser mais um personagem num mundo estranho ...

Quantas vezes quando somos nós mesmos, parece que assusta, parece que ninguém quer se deparar com o diferente ou quem sabe com o que elas não esperavam perceber.

Acho que pouco importa isso tudo, o que vale é tentar entender que as pessoas são diferentes daquela imagem que vemos, elas tem seus próprios segredos, e gente acreditem esses segredos são as verdadeiras surpresas da vida, basta que a gente entenda o que aquilo significa pra ela.

Uma música caipira pode dizer muito mais de uma pessoa que simplesmente o que ela diga sobre ela.... um vídeo, não é amiga?!!! mostrou um tantinho do cara que tá aqui escrevendo e olha que garanto que você gostou dos outros que te mandei.....

Bem, nisso tudo que eu estou dizendo, quero que fique apenas uma coisa simples, tente dar oportunidade para as pequenas coisas que estão acontecendo do seu lado e que você até agora não parou pra perceber.....veja as flores que a cada dia desbrocha no seu jardim, no meu jardim este mês nasceram dois beija-flores, que a cada dia eu tenho admirado mais e mais o seu ninho....é isso gente pare e observe que o mundo do seu lado não é simplesmente esse corre corre do seu dia......
"FELICIDADE é a harmonia entre o pensar, o dizer e o fazer"

Mahatma Gandhi

quarta-feira, 27 de maio de 2009

http://www.teatrotuca.com.br/programacao.html


Pra quem quiser saber mais sobre o TUCA, o site acima tem toda a programação. Amigos que sejam alunos da PUC, vamos aproveitar enquanto podemos e enquanto temos o direito de pagar menos por coisas de qualidade. Infelizmente a cultura em nosso país ainda tem um custo alto, ou seja, usufruir de um reforçador social e generalizado, ainda exige respostas que tenham alto custo pra maioria das pessoas. Mesmo assim ainda acredito que valha a pena emitirmos tais respostas de maneira que outros reforçadores associados possam aumentar a emissão dessa resposta no futuro.

Falando isso em linguagem comum, acho que teríamos muito a ganhar se formos assistir não só a essas peças, mas a qualquer evento cultural, seja pelo encontro com outras pessoas que compartilham de nossos interesses, mas também pela possibilidade de divulgar algo bacana pra outras pessoas, a aprendermos novas histórias e passarmos momentos agradáveis ao lado de pessoas queridas (isso vale pra mim que não gosto de ir ao teatro sozinho, adoro comentar depois).

Pessoal, Bom Aproveito a todos!!!!
Aldeotas


Os atores Gero Camilo e Caco Ciocler interpretam a trajetória de Levi e Elias, dois amigos de infância, que se reencontram em fragmentos de memória na pequena cidade de Coti das Fuças.
Por sua força poética e memorialista, “Aldeotas” é um texto teatral que arranca o leitor contemporâneo do espaço e do tempo hostis da modernidade e o transporta à recordação daquelas experiências de vida mais sublimes que estão apenas adormecidas dentro de nós.


FICHA TÉCNICA:

Autor: Gero Camilo
Direção: Cristiane Paoli-Quito
Elenco: Gero Camilo e Caco Ciocler
Espaço Cênico: Marisa Bentivegna
Luz: Marisa Bentivegna
Projeto Gráfico: Sato
Fotos: Edu Marin
Direção de Produção: Helena Weyne e Luiza Brasca
Produção: Macaúba Produções Artísticas
Realização: Macaúba Produções Artísticas

Onde: TUCA – Rua Monte Alegre, 1024 entrada pela Rua Bartira - Perdizes
Temporada: 02 de Maio a 30 de Agosto de 2009
Horários: Sábados às 21h00 e domingos às 19h30 horas
Recomendação: 12 anos
Duração: 1 hora e 40min.
Ingresso: Sábados – R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia entrada)
Domingos – R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)
PUC-SP: R$ 10,00 (estudantes, professores e funcionários)
Televendas de Ingressos: (11) 2198-7726. Aceita todos os cartões de crédito.
Estacionamento conveniado: Riti Estacionamentos - Rua Monte Alegre, 835 - R$10,00 - 3167-7111

Bilheteria: Tel: (11) 3670-8455
De Quarta a Domingo das 15h até a hora dos espetáculos em cartaz
Aceita cheque e cartões de débito Visa e Redeshop

terça-feira, 26 de maio de 2009

Theodor W. Adorno (1903-1969) em Minima Moralia - reflexões a partir da vida danificada (Editora Ática), fragmento 51 (tradução de Luiz Eduardo Bicca).


Atrás do espelho. - A primeira medida de precaução do escritor: verificar em cada texto, cada fragmento, cada parágrafo, se o tema central sobressai com nitidez. Quem quer expressar alguma coisa está de tal modo tocado por isso, que se deixa levar sem refletir. A pessoa está próxima demais de sua intenção, “perdida em seus pensamentos”, e esquece-se de dizer o que ela quer dizer.
Nenhuma correção é demasiado pequena ou insignificante para que não se deva realizá-la. Em cem alterações, cada uma pode aparecer isoladamente como tola e pedante; juntas podem constituir um novo nível do texto.
Nunca se deve ser mesquinho nos cortes. A extensão não tem importância, e o medo de não haver aí o bastante é pueril. Não se deve achar que algo mereça existir só porque já está aí, porque foi escrito. Se várias frases parecem variações do mesmo pensamento, com freqüência designam apenas diferentes abordagens para aprender algo que o autor ainda não dominou. Deve-se então escolher a melhor formulação e continuar a elaborá-la. Faz parte da técnica de escrever ser capaz de renunciar a até mesmo a pensamentos fecundos, se a construção o exigir. Sua plenitude e sua força beneficiam-se precisamente dos pensamentos reprimidos. Como à mesa, não se deve comer até os últimos bocados, nem beber até o fim. Do contrário, nós nos tornamos suspeitos de pobreza.
Quem quiser evitar clichês não deve limitar-se às palavras, sob pena de incorrer em coquetismo vulgar. A grande prosa francesa do século XIX era particularmente sensível a isso. Uma palavra isolada é raramente banal: na música também, o som isolado resiste ao desgaste. Os clichês mais abomináveis são muito mais associações de palavras do tipo das que foram pinçadas por Karl Kraus: “Completa e inteiramente”, “para a vida e para a morte”, “desenvolvido e aprofundado”. Pois nelas murmura, por assim dizer, o fluxo indolente de uma linguagem insípida, ao invés de o escrito, pela precisão de expressão, oferecer as resistências que são exigidas quando a linguagem deve pôr-se em evidência. Mas isso é válido não somente para as associações de palavras, porém até mesmo para a construção de formas inteiras. Se, por exemplo, um dialético pretendesse caracteriza a inversão do pensamento em movimento, começando em cada censura com um “mas”, o esquema literário infligiria um desmentido à intenção não-esquemática de sua reflexão.
O cipoal não é nenhum bosque sagrado. É um dever resolver as dificuldades que provêm pura e simplesmente da comodidade da auto-compreensão. Não é fácil distinguir sem maiores considerações entre a vontade de escrever de maneira densa e adequada à profundidade do objeto, a tentação de ser incomum e o desmazelo pretensioso: uma insistência demasiada é sempre salutar. Precisamente quem não quer fazer concessão alguma à estupidez do senso comum, tem que se precaver para não enfeitar estilisticamente pensamentos em si mesmos banais. As trivialidades de Locke não justificam o criptologismo de Hamman.
Se temos objeções, por menores que sejam elas, a um trabalho concluído – pouco importa sua extensão – é um dever tratá-las com muita seriedade, fora de qualquer relação com a relevância com que se anunciam. O envolvimento afetivo com o texto e a vaidade tendem a diminuir a escrupulosidade. O que se deixa passar apenas como uma dúvida insignificante pode tornar manifesta a falta de valor objetivo do todo.
A procissão dos salteadores de Echternach* não é a marcha do Espírito Universal; a limitação e a retirada não são meios de exposição da dialética. Esta move-se muito mais pelos extremos; impelindo o pensamento, de maneira mais conseqüente, a uma inversão, ao invés de qualificá-lo. A circunspecção que proíbe de se ousar ir longe demais numa frase é, na maioria das vezes, apenas um agente de controle social e, como tal, de estupidificação.
Cepticismo contra a objeção predileta de que um texto, uma formulação, seria “bela demais”. O respeito pelo assunto ou mesmo pelo sofrimento racionaliza com facilidade o rancor apenas em relação a quem não consegue suportar, na forma reificada da linguagem, os vestígios do que sucede às pessoas: a degradação. O sonho de uma existência sem ignomínia, ao qual a paixão pela linguagem se apega quando já não se pode mais representá-lo enquanto conteúdo, deve ser estrangulado com pérfida alegria. O escritor não pode aceitar a distinção entre a expressão bela e a expressão adequada ao assunto. Ele não deve aceitá-la no crítico cauteloso, nem tolerá-la em si próprio. Se consegue dizer inteiramente o que pretende dizer, então é belo o que diz. A beleza de expressão por si mesma não é de forma alguma algo “belo demais”, mas sim ornamental, comercial, feio. Quem todavia, sob o pretexto de servir com abnegação a uma causa, negligencia a pureza da expressão, está por isso mesmo traindo a própria causa.
Os textos bem elaborados são como teias de aranha: densos, concêntricos, transparentes, bem estruturados e sólidos. Eles atraem para dentro tudo o que voa e rasteja. As metáforas que os atravessam apressadas e descuidadas, tornam-se para eles presas nutritivas. Os materiais afluem facilmente para eles. A plausibilidade de uma concepção pode ser julgada vendo se ela evoca citando outras citações. Tendo descerrado uma célula da realidade, é necessário que o pensamento penetre sem violência do sujeito a câmara seguinte. Ele confirma sua relação com o objeto tão logo outros se cristalizem a seu redor. Na luz que ele irradia sobre o seu objeto determinado outros começam a cintilar.
O escritor instale-se em seu texto como em sua casa. Assim como instaura a desordem com papéis, livros, lápis, documentos, que leva de um quarto para outro, assim também comporta-se em seus pensamentos. Estes são para ele como móveis nos quais se acomoda, sente-se bem ou se irrita. Ele acaricia-os afetuosamente, usa-os, desarruma-os, organiza-os de outro modo, arruína-os. Para quem não tem mais pátria, é bem possível que o escrever se torne sua morada. Aí ele também produz inevitavelmente, como outrora a família, detrito e refugos. Mas ele não tem mais um quarto de depósito e em geral não é fácil separar-se dos trastes. Ele arrasta-os consigo então consigo, correndo o risco de, no final, preencher suas páginas com eles. A exigência de ser duro em relação à autocomiseração inclui a exigência técnica de contrapor uma extrema vigilância ao relaxamento da tensão intelectual e de eliminar tudo o que se sedimenta como escória do trabalho, tudo o que funciona de maneira improdutiva, tudo o que, numa etapa anterior, enquanto conversa fiada, talvez tenha provocado uma atmosfera calorosa, conveniente a seu desenvolvimento, mas que no presente não passa de um resíduo insípido e com odor de mofo. No fim das contas, nem sequer é permitido ao escritor habitar o ato de escrever.

* Echternach é uma pequena cidade no Luxemburgo, onde anualmente se realiza a procissão dos saltadores, na qual os participantes caminham dando três passas à frente e um para trás. (N. do T.).
Uma Fábula
B.F.Skinner


Recentemente foi descoberto que Daniel Defoe não contou toda a história sobre Robinson Crusoé, provavelmente porque pensou que não acreditariam nele. O fato é que, através da operação de um tipo de máquina do tempo wellsiana, Crusoé acordou certa manhã e encontrou um jipe moderno em sua ilha. Estava em muito bom estado e tinha um inesgotável tanque de gasolina. Naturalmente ele investigou muito cuidadosamente, puxando e empurrando alavancas, girando e pressionando botões. Quando ele ligou a ignição, o motor começou a funcionar e ele apressadamente desligou. Ele ligou e desligou várias vezes. Uma vez, quando ele ligou, o jipe estava engrenado e pulou para a frente. Assustado, ele rapidamente desligou. Em outro dia o jipe não pulou. Finalmente o jipe modelou e manteve tudo que Crusoé precisava fazer (não “saber”! [not “to know!”]) para dirigi-lo habilidosamente por todas as partes desmatadas da ilha. Ele “sabia como dirigir um jipe” (knew how to drive), simplesmente no sentido de que ele fazia as coisas certas no momento certo.
Quando Sexta-Feira chegou à ilha, Crusoé o ensinou a dirigir. Uma vez que Sexta-Feira não falava inglês, Crusoé podia apenas apontar as partes do jipe e mostrar o comportamento para Sexta-Feira imitá-lo. Ele ligou e desligou a ignição e Sexta-Feira fez o mesmo e ouviu o motor começar e parar. Ele ligou, apertou o pedal da embreagem e pôs o jipe em marcha; Sexta-Feira eventualmente fez o mesmo e sentiu o jipe mover-se. Finalmente, Sexta-Feira também dirigiu habilidosamente. Crusoé não “comunicou informação” ou “partilhou conhecimento”; ele simplesmente mostrou comportamentos que, quando imitados por Sexta-Feira, foram reforçados pela ação do jipe. Sexta-Feira então também “sabia como dirigir” (knew how to drive), mas, novamente, simplesmente no sentido de fazer todas as coisas certas.
Quando o navio de salvamento chegou, aconteceu de Crusoé estar do outro lado da ilha e não o ver, mas o capitão encontrou Sexta-Feira, viu o jipe e ficou curioso a seu respeito. Sexta-Feira começou a mostrar-lhe como dirigir. Como não falava inglês, ele podia ensinar o capitão somente como Crusoé o havia ensinado, apontando e mostrando. Crusoé logo chegou e assumiu a tarefa. Ele apontou as partes do jipe, como fizera com Sexta-Feira, mas ele também podia chamá-las pelos nomes mais próximos em inglês e usar palavras como girar, ligar, empurrar e puxar. Ele podia dizer ao capitão o que acontecia quando coisas eram feitas. ”Quando você aperta este botão na base da direção , algo na carroça faz um barulho, mas não o gire a menos que o bastão com a bola em cima esteja reto.” Em outras palavras, ele podia descrever as contingências de reforçamento mantidas pelo jipe e, respondendo a estas descrições e instruções, o capitão ficou sob controle do jipe mais rapidamente do que Sexta-Feira ficara. Enquanto para Sexta-Feira Crusoé mostrou como dirigir, para o capitão ele podia dizer. Finalmente, o capitão dirigiu não por responder às instruções, mas porque o jipe modelou e manteve seu comportamento. O capitão então “sabia como dirigir” (knew how to drive), mas, novamente, simplesmente no sentido de fazer as coisas certas no momento certo. Nada passou de Crusoé para o capitão na forma de conhecimento ou informação.
Crusoé também falava para si mesmo quando estava primeiro explorando o jipe. Ele podia dizer, como disse para o capitão, “quando você aperta esse botão na base da direção, algo na carroça faz barulho.” Ele não estava dizendo a si mesmo para fazer algo que já não tivesse feito (não “conhecido!”); ele estava estimulando seu próprio comportamento, mais do que gerando seu comportamento. Suas respostas às suas próprias descrições das contingências se fundiram com respostas modeladas pelas contingências e a combinação mais rapidamente atingiu uma força útil. Crusoé também podia falar sobre o jipe quando estava longe dele. Deitado na cama à noite ele podia dizer “a carroça moveu somente quando alguma coisa na parte da frente estava fazendo barulho” e também “só fez barulho quando eu girei o botão”. Estas duas respostas juntas devem tê-lo auxiliado a movimentar o jipe mais suavemente na próxima vez que o fez. Deitado na cama, Crusoé podia também ver o jipe, como ele o via quando estava nele, embora de forma muito menos clara. O que ele estava fazendo não é tão fácil de dizer, em parte porque os analistas do comportamento não têm prestado muita atenção ao ver na ausência da coisa. Em algumas discussões exaustivas em epistemologia Père Juliá e eu achamos útil tratar o sentir ou o perceber simplesmente como uma parte inicial do responder, “como o responder até o início da ação”. Ver um objeto quando ele não está presente é fazer novamente o que foi feito quando ele estava presente. Isto pode ser feito quando nenhuma ação se segue e sem fazer ou usar cópias do que é visto. Crusoé podia também sentir ele próprio girando botões e ouvindo barulhos até o início da ação. Comportamento verbal encoberto tem a vantagem sobre comportamento não verbal encoberto de poder ser executado mais completamente. Falar para si mesmo é um tipo de ação. Se Crusoé tivesse escrito uma descrição de contingências teria sido ainda mais útil. Escrever auxilia comportamento verbal, assim como fazer um esboço auxilia visualizar.
Crusoé podia também ter dado a si próprio o tipo de ajuda que deu para Sexta-Feira. Há contingências que fortalecem um tipo de auto-imitação. Se quando movemos alguma coisa em nossa escrivaninha, alguma coisa a alguma distância se movimenta, é provável repetirmos o movimento e esperarmos pelo efeito, como se nos perguntássemos, “eu fiz isto?” Se nada acontecer, vemos que a conseqüência foi acidental. Se a mesma coisa acontecer, confirmamos nosso movimento do objeto distante como um operante no sentido literal de tornar firme ou fortalecer. Comportamentos similares são algumas vezes vistos em outros primatas. Um movimento é feito, uma conseqüência não usual se segue e o movimento é imediatamente repetido. As contingências de sobrevivência responsáveis pela evolução de tal auto-imitação, entretanto, são muito diferentes das contingências operantes. A superioridade das descrições autocompostas de contingências sobre a auto-imitação é presumivelmente uma das razões pelas quais as línguas evoluíram e pelas quais são transmitidas de geração a geração como ambientes sociais ou culturas.

domingo, 24 de maio de 2009

That I Would Be Good
Alanis Morissette


That I would be good
Even if I did nothing
That I would be good
Even if I got the thumbs down

That I would be good
If I got and stayed sick
That I would be good
Even if I gained 10 pounds

That I would be fine
Even if I went bankrupt
That I would be good
If I lost my hair and my youth

That I would be great
If I was no longer queen
That I would be grand
If I was not all knowing

That I would be loved
Even when I numb myself
That I would be good
Even when I am overwhelmed

That I would be loved
Even when I was fuming
That I would be good
Even if I was clinging

That I would be good
Even if I lost sanity
That I would be good
Whether with or without you
Hoje estou me sentindo meio estranho...parece que as coisas escorrem pelas minhas mãos. Ficar sozinho em SP é muito diferente que de onde eu venho. Mesmo tendo uma idéia da imensidão de pessoas e de coisas que acontecem a cada minuto aqui, parece que isso não faz parte da minha realidade. Querer conversar e não ter com quem é muio maluco. E o pior é saber que o sono não vem e o outro dia se aproxima com uma carga imensa de coisas a serem feitas. Acho que tudo o que eu queria agora era poder tomar um cáfé e bater um papo pra assim pegar no sono e descançar. Alternativa essa que parece pouco provável. Por isso preferi vir pra cá e escrever um pouco mais, quem sabe do outro lado tenha alguém afim de ler essas minhas divagações. Quem sabe do outro lado tenha alguém que partilhe dessa mesma indagação.
Strani Amore

Mi dispiace devo andare via
Ma sapevo che era una bugia
Quanto tempo perso dietro a lui
Che promette e poi non cambia mai
Strani amori mettono nei guai
Ma, in realtà, siamo noi

E lo aspetti ad un telefono
Litigando che sEi libero
con il cuore nello stomaco
Un gomitolo nell'angolo
Lì da solo, dentro un brivido
Ma perché lui non c'è

E sono strani amori che
Fanno crescere e sorridere
Tra le lacrime
Quante pagine lì da scrivere
Sogni e lividi da dividere
Sono amori che spesso a questa età
Si confondono dentro a quest'anima
Che si interroga senza decidere
Se è un amore che va per noi

E quante notte perse a piangere
Rileggendo quelle lettere
Che non riesci più a buttare via
Dal labirinto della nostalgia
Grandi amori che finiscono
Ma perché restano nel cuore

Strani amori che vanno e vengono
Nei pensieri che lì nascondono
Storie vere che ci appartengono
Ma si lasciano come noi

Strani amori fragili
Prigionieri, liberi
Strani amori mettono nei guai
Ma, in realtà, siamo noi

Strani amori fragili
Prigionieri, liberi
Strani amori che non sanno vivere
E si perdono dentro noi

Mi dispiace devo andare via
Questa volta l'ho promesso a me
Perché ho voglia di un amore vero
Senza te



Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós.
Essa música se tornou o tema da minha turma de graduação há 7 anos atrás. A cada dia que passa ela parece que se torna mais presente e mais real, é como se o tempo realmente não tivesse passado e as coisas e os nossos sonhos continuassem os mesmos que quando ainda éramos recém-formados ou melhor prestes a sermos. Hoje eu acordei com saudade. A única maneira que achei de resolver isso foi me lembrar que em 2002 neste mesmo mês todas as dúvidas e incertezas pairavam sobre nossas cabeças, hoje porém, são outras dúvidas, outras incertezas...mas descobri que tudo mudou e somos frutos de nossas escolhas. Fomos, se não todos pelo menos a maioria, capazes de trilhar caminhos dantes nem cogitados, estamos aí preparados para enfrentar a diversidade do mundo e as interpéries de cada dia .....

Amigos onde quer que estejam saibam que ainda me lembro do rosto de cada um de vocês e provavelmente terei alguma história pra contar da gente.....que essa música lhes traga as mesmas lembranças que ela me trás.....



TEMPOS MODERNOS (Lulu Santos)


Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isto por cima do muro de hipocrisia
Que insiste em nos rodear
Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão
Eu quero crer no amor numa boa
Que isto valha pra qualquer pessoa
Que realizar
A força que tem uma paixão
Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim do que não, não não
Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Que não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir

sábado, 23 de maio de 2009

Pra quem curte clássicos da Psicologia, aqui vai a minha indicação:

http://psychclassics.yorku.ca/

sexta-feira, 22 de maio de 2009

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA


A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem
interpretado por Woody Allen diz:



"Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.
Compartilho do ceticismo de Allen:
A gente é o que a gente escolhe ser,
O destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,
Estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo
essa teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil.
No momento em que se escolhe ser médico,
Se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar
com a arquitetura.
No amor, a mesma coisa:
Namora-se um, outro, e mais outro,
Num excitante vaivém de romances.
Até que chega um momento em que é
Preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso
formal com alguém,
Apenas vivenciando amores
E deixando-os ir embora quando se findam,
Ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa,
Com direito a casa própria, orçamento doméstico e
responsabilidades. As duas opções têm seus prós e contras:
Viver sem laços e viver com laços...
Escolha:
Beber até cair ou virar vegetariano e budista?
Todas as alternativas são válidas,
Mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, Ser
casados de segunda a sexta
E solteiros nos finais de semana,
Ter filhos quando se está bem-disposto
E não tê-los quando se está cansado.
Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito,
Ouvir os outros,
Estagiar em várias tribos,
Prestar atenção ao que
Acontece em volta e não
Cultivar preconceitos.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas,
Elas têm que refletir o que a gente é.
Lógico que se deve reavaliar decisões e
Trocar de caminho:
Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para
anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira,
Mas tenha responsabilidade e maturidade
Para arcar com as conseqüências destas ações.
Lembrem-se:
Suas escolhas têm 50% de chance de darem certo,
Mas também 50% de chance de darem errado.
A escolha é sua..
__._,_.___
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se, muitas vezes, com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit deja
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas (4 fois)

Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'apres ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Et tu seras reine
Ne me quitte pas (4 fois)

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racont'rai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (4 fois)

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas (4 fois)

Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas (4 fois)
My Immortal
Evanescence


I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave, I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here and it won't leave me alone

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me

You used to captivate me by your resonating light
Now I'm bound by the life you've left behind
Your face it haunts my once pleasant dreams
Your voice it chased away all the sanity in me

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along

When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pessoal, de vez em quando eu gosto de me meter a escritor, rsssss.....então abaixo segue o link que dá acesso a uma dessas minhas aventuras. O artigo que se segue é uma tentativa de pensar um pouco mais sobre o que um diagnóstico de câncer pode produzir em termos de contingências na vida de pessoas idosas. Trata-se um pouco da minha prática em uma instituição de apoio a portadores de câncer que são pobres e por isso não possuem condições financeiras de arcar com o alto custo do tratamento oncológico. Espero que vocês leiam e critiquem. Tomara que ao final digam que foi uma boa leitura, esse será o meu reforçador.

http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=1322&keywords=luiz+antonio+bernardes

terça-feira, 19 de maio de 2009

Nossa a cada dia que passa acho que vamos ficar mais doidos com tanta coisa pra ler. Mas isso é muito bom, vamos fazer uma pesquisa sobre Supressão condicionada, fenômeno que tenta explicar porque um comportamento operante é suprimido pela apresentação de um estímulo aversivo, que não impede que esse comportamento contínue a ocorrer. Talvez o método organizado pelo grupo, permita a coleta de dados sobre autocontrole, o que foi sugerido pelo Roberto Banaco. Gostei demais disso, acho que agora a brincadeira está ficando mais divertida ainda. O mundo a meu redor parece girar em torno de autocontrole, rsrsrsss.......

segunda-feira, 18 de maio de 2009



Gente pelo amor de Deus, to precisando de uma semana como aquela da foto e de preferência que seja num paraíso como aquele, com companhias como aquelas e com muita comida como aquelas......rsrsrrsrsrsss
Pois é galerinha, até que enfim eu terminei minha apresentação do tão famigerado texto Rachlin & Green (1972) Commitement, choice and selfcontrol....o negócio é feio, precisou ser dividido em duas etapas, rsrrsssss.....mas no final acho que foi interessante os comentários da Fani e além disso no final acredito que ela tenha gostado. Neste momento o que me controla é a sensação de alívio, eita negócio bom é esse tal de alívio.....

domingo, 17 de maio de 2009

Nada como de vez em quando chutar o pau da barraca e ficar de papo pro ar. Hoje foi um dia que resolvi deliberadamente fazer isso. Vim pra sampa mais cedo pra comemorar a defesa dos meus amigos. Passei a tarde toda tomando cerveja e comendo um belo frango na cerveja preparado pela minha amiga MESTRE Paulinha. Juntamos uma galerinha que vale a pena, Dumas (pegamos no pé dele hoje), Gabriel (tava se achando), Virgínia (se achando mais ainda porque tirou foto com o Seu Jorge ontem no bar), Bruno e Laís....eita turminha massa demais.
Quando o Amor Vacila
Maria Bethânia
Composição: Desconhecido

Eu sei que atrás deste universo de aparências,
das diferenças todas,
a esperança é preservada.

Nas xícaras sujas de ontem
o café de cada manhã é servido.
Mas existe uma palavra que não suporto ouvir,
e dela não me conformo.

Eu acredito em tudo,
mas eu quero você agora.

Eu te amo pelas tuas faltas,
pelo teu corpo marcado,
pelas tuas cicatrizes,
pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos,
mesmo que por causa delas
eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo teu jogo triste.

As tuas roupas sujas
é aqui em casa que eu lavo.

Eu amo a tua alegria.

Mesmo fora de si,
eu te amo pela tua essência.
Até pelo que você poderia ter sido,
se a maré das circunstâncias
não tivesse te banhado
nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais
e na vida sem tempo, quando,
sozinha, bordo mais uma toalha
de fim de semana.

Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.

Eu te amo pelas tuas ilusões perdidas
e pelos teus sonhos inúteis.

Amo teu sistema de vida e morte.

Eu te amo pelo que se repete
e que nunca é igual.

Eu te amo pelas tuas entradas,
saídas e bandeiras.

Eu te amo desde os teus pés
até o que te escapa.

Eu te amo de alma para alma.
E mais que as palavras,
ainda que seja através delas
que eu me defenda,
quando digo que te amo
mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor
vacila.
Bom dia galerinha......mais uma semana em sampa começa pra mim.....to com um dor de cabeça do cão ...
Meu ônibus sai daquia a pouco, mas o que compensa é pensar em voltar pra sampa, ow lugarzinho bom demais ...e pelo visto hoje ainda promete uma cervejinha....bom domingo pra todos e se eu não escrever por esses dias, é porque minha net lá está meio down, rsrrssss, mas assim que puder mando notícias.....

sábado, 16 de maio de 2009



By Luiz Bernardes

Estas são as coisas simples da vida das quais não abro mão.



Estava revendo este filme esta semana e achei que valeria a pena indicá-lo.
Pra quem gosta de temas polêmicos acho que é uma boa pedida pro findi .... uma pena que nem todas as locadoras possuem esse tipo de filme.....de qualquer forma ta mandada a indicação......bom aproveito.



Meu próximo filme ... espero que ele seja tão intrigante quanto foi o livro .... prefiro este ao Código .... no filme achei que ficou a desejar .....



Cada vez mais eu curto isso.... me senti um adolescente vendo este filme ..... massa demais..... recomendo aos amantes da MARVEL.....
<
A única coisa que eu sei é que pensando nas variáveis do meu comportamento, cheguei a outras conclusões que me levaram a criá-lo.

Uma delas foi a oficina de escrita que a Maria Wang (jornalista) está começando na puc e que acha uma boa alternativa pra quem queira escrever, começar criando um blog....segundo que acredito que esta seja uma maneira mais bacana de contar um pouquinho mais de mim, e de repente me encontrar com outros que compartilham dos mesmos interesses.......

Por fim, isto tudo aqui é muito novo pra mim, é diferente......e o resultado (se será ou não reforçado) depende do futuro.......rsrsrsss......se é que me entende?>>>
"Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente e não a gente a ele. "
(A revelação - Mário Quintana)

Pessoal este aqui define exatamente o porquê das últimas postagens. Acho que realmente consegue traduzir o que eu quero passar. Apaixonei-me por Quintana desde que conheci onde ele morava em Porto Alegre. O por do sol vendo da sua casa é simplesmente um espetáculo inesquecível que eu quero guardar pro resto da minha vida.
Aconselho a todos que tiverem a oportunidade que façam como eu, vejam e guardem como um tesouro.
Damien Rice - The Blower's daughter

and so it is
just like you said it would be
life goes easy on me
most of the time
and so it is
the shorter story
no love no glory
no hero in her skies
i can't take my eyes off of you
and so it is
just like you said it should be
we'll both forget the breeze
most of the time
and so it is
the colder water
the blower's daughter
the pupil in denial
i can't take my eyes off of you
did I say that I loathe you?
did I say that I want to
leave it all behind?
i can't take my mind off of you
my mind
'til I find somebody new
Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda
Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...

Florbela Espanca
"...queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
ou deixem me ir sozinho para o diabo!
Para que havermos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço...."
Fernando Pessoa


By André Fossat

Onde está Wally?


Este é o meu reforçador intrínseco! Rsssssssss

By André Fossat.

A saudade desse lugar nunca vai acabar.....histórias também não.....

Pessoal veja só a galerinha de uma das salas da PUCMG que dei aula......davam trabalho pra caramba, mas a saudade deles é grande também.

sexta-feira, 15 de maio de 2009


Olha o arrastão mineiro atacando na PUCSP.....kkkkkkkkk.......

Essa foi pra comemorar nossa entrada no programa de mestrado em Psicologia Experimental na PUCSP


Isto aqui é um pouquinho de um lugar chamado paraíso.....um lugar que parece que não existe....é mais do que especial sentar aqui e apreciar a vista.....um dia ainda quero sobrevoar essa cidade!
Hoje que eu não vou poder sair, tem duas festas em sampa pra ir, porra que merda!.....dois niver que pelo jeito vão bombar......mas quem for que aproveite por mim.......NG MERECE!
" A better is to look at our behavior and at the environmental conditions of wich it is a function. There we shall at least some of the reasons why we do as we do. They are also explanations of the bodily conditions we call feelings and states of mind"

" Uma estratégia melhor é observar nosso comportamento e as condições ambientais das quais ele é uma função. Neles encontraremos ao menos algumas das razões por que fazemos o que fazemos. Eles são explicações também das condições corporais que chamamos de sentimentos e estados mentais"

(skinner, 1987, Upon Further Reflection, p. 2)
UM DIA VOCÊ APRENDE QUE....

Depois de algum tempo você aprende a diferença , entre dar mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significar apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presente não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la.
Aprende que falar pode aliviar as dores emocionais.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstra isso.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de espera que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida !
Nossa dúvidas são traídoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
"Não passam de traidoras as nossas dúvidas, que às vezes nos privam do que seria nosso se não tivéssemos o receio de tentar."

Essa foi uma das que eu roubei no orkut de alguém.....rsrsrssss.....achei massa demais......
Hoje eu consegui terminar as tais VLs de Conceitos Básicos e de Fundamentos... eita coisinha pra dar dor de cabeça em mestrando....mas fazer o que quem está na chuva é pra se molhar mesmo.
Vamos ver no que vai dar galerinha!

Hoje resolvi arrumar uma maneira mais inteligente de me divertir....resolvi criar meu blog pra contar um pouco mais de mim, das coisas que gosto, dos meus amigos e das minhas aventuras.